Diários Vermelhos: A Guerra Civil Russa traz, pela primeira vez ao Brasil, uma coletânea de documentos escritos por soldados do Exército Vermelho que serviram não em uma, mas em três frentes de batalha de 1918 a 1926.
Uma guerra civil vai além de uma simples disputa de interesses. Uma guerra civil, nutrida por grupos inconciliáveis, é o ápice do caráter implosivo de uma sociedade em decadência. A guerra civil surge como uma abrupta resposta, incitada pela reestruturação do status quo de uma sociedade desigual. Sua eclosão representa o apogeu das discrepâncias morais, éticas e classistas que levarão povos irmãos a um conflito de paz inalcançável.
Nestes diários, a romantização da guerra não é uma realidade: os autores contam não só sobre suas vidas cotidianas em infindas marchas de Leste a Oeste, mas também sobre todas as pequenas questões que envolvem o conflito de proporções descomunais. Das batalhas nos campos abertos da Ásia Central, às perseguições políticas em redutos ucranianos, neste conjunto de relatos o leitor poderá imergir em diferentes realidades sociais do cadavérico Império Russo e suas nuances, trazendo à superfície o antissemitismo, o reacionarismo e seus lacaios.
Notas do tradutor
Dia após dia questionava-me o porquê da falta de obras soviéticas em nosso país. Enquanto os russos lá as disponibilizam de maneira massiva e gratuita, o acesso a tais obras no Brasil é uma verdadeira luta. Decidido a trazer algumas para o solo brasileiro, debrucei-me em uma ampla gama de arquivos disponibilizados pela Biblioteca Presidencial da Federação da Rússia. Lá pude encontrar pilhas de livros e livretos com escrituras dos soldados soviéticos sobre diferentes períodos históricos, dentre eles, a Guerra Civil “Russa”.
Quando iniciei a tradução dos livros que comporiam esta série de diários, a princípio, pensei que lidaria apenas com uma língua: o russo. Sendo esta já de meu conhecimento — uma vez que também a leciono — não imaginaria que, em meio às inúmeras informações deixadas pelos soldados, teria de traduzir longos textos em ucraniano e em súrzhik.
Uma tradução de duração prevista para três meses, tornou-se um projeto de sete longos meses.
Cada diário narra trajetórias do Exército Vermelho em diferentes regiões da Eurásia. No primeiro diário, diálogos em russo e ucraniano entrelaçavam-se em diferentes capítulos, juntamente de expressões em súrzhik e em iídiche. Já no segundo, enquanto as tropas soviéticas pela Ásia Central marchavam, eu me aventurava em expressões locais, gírias militares e em uma lista de canatos de difícil pronúncia. E enfim no terceiro, deparei-me não só com relatos históricos, mas músicas e canções militares deixadas pelos combatentes.
“Diários Vermelhos: A Guerra Civil Russa” foi um trabalho que, arduamente, transformou-se em uma viagem histórica, cultural e de conhecimentos imensuráveis, com linhas cronológicas que se cruzam, mesmo que sejam traçadas por autores que, provavelmente, jamais viriam a se conhecer.
Matheus Gusev
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Diários Vermelhos: a guerra civil russa
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